sábado, 27 de janeiro de 2018

Qual a diferença entre homens e mulheres? - parte 3

Tenho falado até agora das diferenças principais, que parecem ser o núcleo da masculinidade e feminilidade, mas há outras menos impactantes.

Uma delas é que homens tendem a formar grupos maiores que as mulheres, estabelecem hierarquias formais naturalmente e tendem a competir como uma forma de se aproximarem emocionalmente. As mulheres parecem preferir grupos menores, não estabelecem hierarquias (ou pelo menos, parecem não estabelecer e, quando estabelecem, elas são mais fluídas) e usam a cooperação como forma de aproximação emocional.

Uma teoria do porquê isso ocorre está relacionado aos níveis de testosterona no cérebro. Em geral, quanto mais testosterona, mais competitiva é uma pessoa e mais ela busca por status. Isso pode ser comprovado através das hienas, pois a fêmea possui mais testosterona que o macho e os comportamentos estereotipados de cada gênero é o oposto do esperado nos mamíferos.

Outro possível motivo é que essas características foram selecionadas ao longo da história evolutiva. Como as mulheres estavam constantemente engravidando, elas precisavam gastar muito tempo cuidando das crianças. Competir para ver quem cuida melhor de crianças não é tão eficiente quanto cooperar para que todas cuidem das crianças, além de ser mais fácil se forem formados grupos menores sem hierarquias (ninguém gosta de ter alguém gritando no seu ouvido como criar seu filho).

Por outro lado, os homens ficavam responsáveis pela produção material e competições são ótimas para incentivar as pessoas a criarem e produzirem coisas novas e em maior quantidade. Grupos maiores conseguem realizar tarefas que grupos pequenos não conseguem e a hierarquia (um manda e os outros obedecem) ajuda a evitar que o grupo gaste muito tempo em discussões em que há divergências.

Essas diferenças contribuem para que homens e mulheres vejam o mundo de forma diferente, se relacionem de forma diferente com o mundo e acabem se desentendendo. O que acha de diminuir esse desentendimento passando uma manhã comigo para discutirmos isso melhor?

Fontes:
Baumeister, R. (2010). Is there anything good about men?: How cultures flourished by exploiting men. New York: Oxford University Press

Farrell, W. (2014). The myth of male power: why men are the disposable sex (Ebook Kindle). Original de 1993

Gilmore, D. D. (1990). Manhood in the making: cultural concepts of masculinity. New Haven, NY: Yale University Press

Kiselica, M. S. (2010). Promoting positive masculine while addressing gender role conflict: a balanced theoretical approach to clinical work with boys and men. In: C. Blazina & D. S. Shen-Miller (Ed.). An international psychology of men (pp. 127-156). New York: Routledge


sábado, 20 de janeiro de 2018

Como entender homens e mulheres?

Olá, você já deve me conhecer.

Meu nome é Yago e, desde 2013, estudo como funciona a mente masculina, sendo um dos únicos no Brasil com esse foco. Claro que não é possível falar em “mente masculina” sem compararmos com a “mente feminina”. Talvez seja mais correto dizer que estudo as semelhanças e diferenças entre a mente do homem e da mulher.

Afinal, por que parece tão complicado entender o que querem as mulheres? E por que é tão difícil para os homens falarem? A comunicação entre homens e mulheres sempre foi complicada, mas é cada vez mais importante.

Por isso te convido para um encontro que acontecerá no espaço Hayanna, que fica localizado na rua Alzira, 56, Vila Alzira, Santo André, SP, no dia 24 de Março de 2018, um Sábado, às 10h.

Esta é uma rara oportunidade para conhecer novas formas de melhorar nosso relacionamento com aqueles que amamos e de aumentar nosso autoconhecimento.


As inscrições devem ser realizadas pelos telefones (11) 4426-2309 ou (11) 964-566-948.


domingo, 14 de janeiro de 2018

Nota de repúdio à matéria veiculada na Folha de São Paulo em 14/01/2018


No dia 14 de Janeiro de 2018, o jornal Folha de São Paulo publicou matéria escrita pelo colunista Reinaldo José Lopes, na qual ele utiliza de argumentos incompletos e superficiais para defender que "homem não presta", que "violência e estupidez são coisas de homem", disseminando o ódio contra os homens e reforçando o estereótipo da "masculinidade tóxica".

O autor justifica sua opinião alegando que há correlação entre ser homem e estar envolvido em casos de violência e de acidentes, mas o mesmo acontece com outros grupos, como negros e pobres, mas defender que "negros não prestam" ou que "violência é coisa de pobre" jamais seria admitido.

Embora seja verdade que a maioria dos casos de agressão tenha os homens como perpetradores e muitos acidentes evitáveis tenham os homens como as principais vítimas, o colunista não menciona que homens são mais propensos a arriscar a vida para proteger os outros, sendo maioria dos policiais, bombeiros e qualquer outra profissão perigosa, além de estudos comparando a violência sofrida e perpetrada por cada sexo, e isentos da narrativa feminista homem-agressor/mulher-vítima, demonstram haver simetria tanto na agressão quanto na vitimização, mudando apenas a modalidade. Assim, enquanto homens são mais propensos a agredirem de formas facilmente perceptíveis, como a violência física e sexual, as mulheres são mais propensas a praticarem atos de violência mais difíceis de serem reconhecidos, como a violência psicológica, o mau-trato infantil, envenenamento e pedir que outra pessoa cometa a violência por ela. (exemplos podem ser encontrados nos livros de Warren Farrell, nos escritos de Murray Straus, Simone Alvim e outros).

Se invertêssemos os papéis e tivéssemos um artigo dizendo que "mulheres não prestam" ou que usasse o fato de a maioria quase absoluta de alienadores parentais e pensões ter a mulher como beneficiária para dizer que "manipulação e extorsão são coisa de mulher", esse artigo seria facilmente considerado discurso de ódio contra a mulher e todos os meios de comunicação do país estariam exigindo a retratação e punição dos envolvidos. Sendo assim, repudiamos as declarações ofensivas publicadas no jornal e exigimos a imediata retratação dos envolvidos.

Reconhecemos que não se trata de homens não serem maioria dos envolvidos em atos de violência ou não fazerem coisas "estúpidas". Mas entendemos que o combate à discriminação de gênero, presentes no artigo 5º da Constituição Federal de 88 e no artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, vai além de combater a violência contra a mulher. Somos contra a tentativa cada vez mais comum de transformar o sexo/gênero masculino em um inimigo, de fomentar o ódio através da segregação da sociedade em mocinhos e vilões e exigimos que os homens sejam reconhecidos como seres humanos, seres imperfeitos com qualidades e defeitos.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Diferenças entre homens e mulheres - parte 2


Terminamos 2017 falando sobre a teoria E-S e diferenças de motivação entre os sexos e retomaremos em 2018 continuando daí.

Falei da teoria E-S porque, juntando tudo que sei sobre a masculinidade e a feminilidade, parece que o "coração" das diferenças de gênero consiste numa tendência inata de homens prestarem mais atenção em coisas mecânicas e pragmáticas, enquanto a atenção feminina tende a focar em pessoas e relacionamentos.

Chamo de tendência porque, como tudo no estudo de seres vivos, essa regra não é absoluta. Há pessoas que, por razões desconhecidas, parecem ter a preferência invertida. Essas pessoas tendem a se comportar e fazer escolhas consideradas estranhas para o seu próprio sexo, mas, ao contrário do que possamos pensar, não significa necessariamente que sejam homossexuais.

Isso pode ser observado já no primeiro dia de vida. Coloque o/a bebê deitada e, de um lado, coloque uma boneca ou algo que lembre um rosto humano. Do outro lado, coloque algo que não lembre um humano, como um carrinho. Agora, cronometre quanto tempo o/a bebê fica olhando para cada objeto. Quase sempre, o menino passará mais tempo olhando para o carrinho que para a boneca, e o contrário ocorrerá com a menina. Essa diferença é estatisticamente significativa.

Há quem defenda que a diferença seja ensinada, mas isso parece improvável se considerarmos que ela já está presente muito antes do/a bebê aprender que as pessoas são diferenciadas em dois sexos ou do adulto ter tempo de ensinar a criança o que é "coisa de menino" e o que é "coisa de menina". Além disso, se você repetir esse experimento com alguns animais, principalmente outros primatas, você terá praticamente o mesmo resultado, reforçando a hipótese de que essa tendência não é aprendida.

A ideia de que todas as diferenças são resultantes apenas da criação é tentadora, pois queremos acreditar que podemos controlar quem nossos filhos e filhas serão. Que as crianças não passam de tábulas rasas esperando que lhes programemos para ser de um jeito ou de outro, mas, precisamos aceitar que só podemos influenciar os outros até certo ponto. Podemos não perceber ou não querer acreditar, mas os bebês já nascem com vontade própria, já tem uma opinião sobre o que gostam e o que não gostam e, como toda opinião, ela pode ser alterada, mas não há garantias.

Para saber mais, inscreva-se para ser notificado de novas postagens, leia meu ebook ou compareça no meu workshop.


Fontes:

Baumeister, R. (2010). Is there anything good about men?: how cultures flourished by exploiting men. New York: Oxford University Press.
Menezes, A. B. de C., & Brito, R. C. S. (2013). Diferenças de gênero na preferência de pares e brincadeiras de crianças. Psicologia: reflexão e crítica, 26(1), 193-201. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722013000100021&lng=en&nrm=iso>.
Menezes, A. B. de C., Brito, R. C. S., Figueira, R. A., Bentes, T. F., Monteiro, E. F., & Santos, M. C. (2010). Compreendendo as diferenças de gênero a partir de interações livres no contexto escolar. Estudos de Psicologia (Natal)15(1), 79-87. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/epsic/v15n1/11.pdf>.
Menezes, A. B., Brito, R. C. S., & Henriques, A. L. (2010). Relação entre gênero e orientação sexual a partir da perspectiva evolucionista. Psic.: teor. e pesq., 26(2), p. 245-252. Doi: https://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722010000200006

Primeiro episódio de “Hjernevask” (Levagem cerebral). Criação: Harald Eia e Ole-Martin Ihle. Noruega: NRK1, 2010. (38min 51s). Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=sIgH7Hlsbag>.
Documentário "Science of men" (Ciência de homens). Criação: Anna Fitch. Estados Unidos: National Geographic, 2008

sábado, 9 de dezembro de 2017

Quais as diferenças entre homens e mulheres - parte 1

Uma pergunta que assola a humanidade a milênios é "quais as diferenças (não-físicas) entre homens e mulheres"?

As primeiras teorias eram muito vagas, como a teoria Yin-Yang chinesa, ou resumiam-se em generalizações do que as pessoas percebiam baseadas em diferenças físicas e sociais, sem se preocupar em verificar se tais percepções eram são verdadeiras. Por exemplo, é dever do homem lutar para proteger as mulheres e crianças (ou pilhar os bens de que precisavam para sustentar suas famílias), e eles eram treinados desde a infância para serem guerreiros, logo, características relacionadas a combates deveriam ser masculinas.

Mas hoje pensamos "até que ponto essas diferenças foram criadas por nós mesmos"? O antropólogo David D. Gilmore, em sua obra prima Manhood in the Making, apresenta dados que parecem indicar que as diferenças são ativadas diante de ambientes hostis, decorrentes das limitações impostas a sexo para gerarmos descendentes. Quanto mais hostil o ambiente, mais forte a pressão para que cada sexo desempenhe tarefas específicas para sobreviver (o que ficou conhecido como machismo/patriarcado). Quanto menos hostil, mais livres as pessoas são para viverem como quiserem.

Entretanto, há algumas diferenças quase imperceptíveis que parecem se reproduzir independente do ambiente, às vezes, pouco depois do nascimento e que, embora não sejam exclusivas de um sexo, parece que há uma clara tendência para que cada sexo tenha uma característica específica.

As características mais estudadas são o melhor desempenho de homens em testes que envolvem habilidades espaciais (tirando memória espacial) enquanto mulheres têm melhores habilidades comunicativas. Baron-Cohen e seu trabalho com pessoas com Síndrome de Asperger foi, talvez, a primeira mudança para uma compreensão mais ampla. Ele criou a teoria E-S (Empathising-Systemising, algo como "empatização-sistemação"). Segundo essa teoria, podemos pensar o funcionamento do cérebro como dois eixos perpendiculares, sendo que um eixo representa nossa capacidade de identificar as emoções e pensamentos de uma pessoa e responder apropriadamente a eles, e o outro representa nossa capacidade de compreender como um sistema funciona e a criar novos sistemas. Algumas pessoas têm ambas as habilidades equilibradas, mas a maioria dos homens é significativamente melhor em compreender sistemas, enquanto a maioria das mulheres é melhor em compreender pessoas.

Outra teoria mais recente, e que acredito ser muito melhor e perfeitamente exemplificada no livro Is there anything good about men?, de Roy Baumeister, defende que homens e mulheres não possuem diferenças com relação às suas habilidades, mas com relação às suas motivações, o que afeta como suas habilidades são usadas. Dessa forma, não se trata de compreender melhor pessoas ou sistemas, mas de preferência por relacionamentos x preferência por funcionamento; empatia emocional x empatia de ação; que falarei com mais detalhes, no próximo artigo.

Referências

BARON-COHEN, S. The extreme male brain theory ofautism. TRENDS in cognitive sciences, [s. l.], v. 6, n. 6, p. 248-254, Junho 2002.
BAUMEISTER, R. F. Is there anything good about men?: How culture flourished by exploiting men. New York: Oxford University Press, 2010. 
GILMORE, D. D. Manhood in the making: cultural concepts of masculinity. New Haven, NY: Yale University Press, 1990.
KISELICA, M. S. Promoting Positive Masculinity While Addressing Gender Role Conflict: A Balanced Theoretical Approach to Clinical Work with Boys and Men. In: BLAZINA, C.; SHEN-MILLER, D. S. (Ed.). An international psychology of men. New York: Routledge, 2010. Cap. 5, p. 127-156.

sábado, 25 de novembro de 2017

Planejamento familiar e vasectomia

Há mais de um mês e meio, eu pedi sugestões de temas para esse mês e, para a minha surpresa, não encontrei NENHUM texto científico sobre a experiência masculina no planejamento familiar. No máximo, qual a opinião de profissionais de saúde sobre o papel masculino no planejamento familiar. Assim, para escrever esse artigo, eu tive de me basear nos relatos daqueles que aceitaram dividir comigo suas experiências. (Os quais, eu agradeço muito).

Assim como ocorre com as mulheres, todo homem (ou quase todos) têm uma ideia de como deseja ser a sua família. O perfil da mulher com quem se casará, quantos filhos terá ou, até mesmo, não casar e não ter filhos. Entretanto, homens não têm o hábito de conversarem sobre esses assuntos, assim como é comum que não lhes perguntemos. Assim, o planejamento familiar para o homem, a nível individual, costuma ser semelhante a um segredo (apesar de ele não fazer questão de esconder), enquanto que a nível social, é de total exclusão/esquecimento.

Existem inúmeros métodos contraceptivos para as mulheres, mas para os homens, há apenas 4: vasectomia, camisinha, abstinência sexual e interrupção do coito. Sendo a vasectomia o mais confiável método de controle de fertilidade. Quando falamos em vasectomia, é importante lembrarmos que ela é definitiva e, a medida que o número de divórcios e recasamentos aumenta, aumenta também o número de homens que se arrependem de ter feito a vasectomia.

Homens que pretendem fazer vasectomia tendem a se preocupar em como será a vida sexual após a cirurgia, fantasiando possíveis problemas de ereção e ejaculação. Embora seja possível que o homem sinta dor por um tempo, aparentemente, a vasectomia não apresenta efeitos negativos no desempenho sexual do homem.

Fontes:

Homens que aceitaram compartilhar comigo suas experiências

Engl, T.; Hallmen, S.; Beecken, W.-D.; Rubenwolf, P.; Gerharz, E.-W.; Vallo, S. (2017). Impact of vasectomy on the sexual satisfaction of couples: experience from a specialized clinic. Central Europen Journal of Urology, 70(3), 275-279.

sábado, 18 de novembro de 2017

Como está a situação do homem e o que esperar para o futuro?

Esse tema foi sugerido pelo Carlos Lira na página do facebook e é, talvez, o tema que mais interessa os leitores desse blog.

Um dos métodos considerados mais eficazes para entender os valores coletivos é a análise de histórias populares, comerciais e afins. Um dos estudos mais surpreendentes descobriu que em comerciais com um homem e uma mulher, no qual um dos dois é retratado como um idiota ou perde uma competição, o perdedor ou idiota é o homem em 100% dos casos. Esse é um resultado chocante, pois é tecnicamente impossível obter 100% em um estudo envolvendo humanos e, ainda assim, aconteceu. Desde então, diversos outros pesquisadores têm repetido o estudo e sempre encontraram o mesmo resultado.

Outro exemplo de uma mídia com público específico, mas que acredito que reflita a forma como a sociedade em geral percebe o homem é a história em quadrinhas de Thor, personagem da Marvel baseado na divindade nórdica de mesmo nome. Na cultura nórdica, o martelo de Thor (Mjolnir) representava a masculinidade e amuletos representando-o eram usados para conferir fertilidade às mulheres e proteção. Contudo, nos quadrinhos, ele não só deu a uma mulher os poderes de Thor, como impedi-a de se curar de seu câncer. O que antes gerava e protegia a vida, agora é uma fonte de poder autodestrutiva.

Sócrates Nolasco escreveu um livro sobre a mudança que ocorreu no último século do ideal de masculinidade ser associado a personagens fortes, como Tarzan, e que hoje é associado a Homer Simpson. Farrell compara o ideal pré-feminista com o programa de comédia Father knows best (papai sabe o melhor) e diz que o ideal atual é Father molest (papai abusa).

Aquele que, para mim, representa o melhor exemplo da situação atual da masculinidade são os filmes de Shrek. Shrek é retratado como um porco, rabugento, muito gentil, mas que está sempre tentando passar a impressão de ser mau. Ele acaba se apaixonando por uma mulher que corresponde aos ideais de beleza e que, apesar de demonstrar ter as qualidades para ser independente (cena em que Robin Hood tenta "salvá-la" de Shrek), precisa ser salva de seu castelo-prisão. Além disso, apenas depois de Shrek se declarar, sua "verdadeira" forma é revelada.

Ele acaba se tornando amigo de um burro tagarela, um gato galeanteador, um mentiroso cara-de-pau, um lobo que come menininhas e um menino doce (homem-biscoito). Shrek é frequentemente retratado como egoísta, mau-educado e irresponsável, como em Shrek 3 e, principalmente, em Shrek 4ever. Fiona, por outro lado, é sempre retratada como forte, decidida e sensata.

O que esperar para o futuro? Difícil dizer. Acredito que, inicialmente, a situação piorará muito, para só depois de algumas gerações melhorar. Contudo, como vivemos na era da informação e das mudanças rápidas, a melhora pode chegar muito antes de minha previsão. O fato é que, considerando que a tecnologia está tornando a força física cada vez mais desnecessária, os trabalhos cada vez mais seguros e as mulheres tendo cada vez menos filhos e em idade cada vez mais avançada, a tendência que as diferenças entre homens e mulheres diminuam e o modelo antigo seja completamente abandonado, pelo menos, até que alguma tragédia ocorra.

Discuto isso com mais detalhes no meu ebook, também disponível em versão impressa no site em inglês da Amazon. Se gostou desse post, curta, compartilhe e deixe seus comentários. Se gostou do livro ou ebook, lembre-se de deixar sua avaliação.

Referências

Baumeister, R. (2010). Is there anything good about men?: How cultures flourish by exploiting men. New York, Oxford University Press.

Farrell, W. (2001). Father and child reunion: How to bring the dads we need to the children we love. New York, Tarcher.

Moraes, Y. L. (2017). Ser homem ou não ser?: O que é ser homem no início do século XXI. [s.l.], independently publisher.

Nolasco, S. (2001). De Tarzan a Homer Simpson: Banalização e violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais. Rio de Janeiro, Rocco.